segunda-feira, 25 de maio de 2009

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Ilusão, idiótica!

Gente, isso é um muro! Olhem o quintal por trás e a grama embaixo.
Quem quiser mais, clique aqui.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

(Coti)diário

Mesmo involuntário,
o sorriso de um bebê
acende o poema.
E vejo flores
e brilha o dia.

E apaga-se o ordinário
das tuas promessas
ébrias.

05.05.09

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Play, boy

"A Playboy usa tanto o Photoshop que já virou revista de ficção. Nem a gostosa se reconhece: mas eu sou tão gostosa assim?"
José Simão, JC, Recife,25.04.2009

È claro que eu ri um pouco. Mas o que me veio à mente, firme, foi um livro sdquirido em 1986 num pequeno shopping de Natal, RN. Uma antologia: Macho, masculino, homem. Reunia textos de Gabeira, Gaiarsa, Moacir Costa, entre outros que não lembro. Lembro de um artigo da Rose Nogueira: Revistas masculinas ou de macho? Tudo a ver portanto com a graça do "macaco simão". Mas a autora ia mais fundo e relatava uma experiência com mulheres comuns, donas-de-casa, que, produzidas, maquiadas e bem fotografadas, ficavam iguais às "divas de papel", irreconhecíveis.

Saudade. O livro, que discutia a condição do homem brasileiro àquela altura do campeonato (redemocratização, verão da abertura, Gabeira de sunga de crochê...), sumiu no poço do esquecimento de uma amiga. Lembro, apenas que era uma edição da L&PM e o ano, 1986.

Alguém (menos você, amiguinha) pode dar notícias deste (daquele) livro?

quarta-feira, 29 de abril de 2009

A cura?

"Existem doenças que não deveríamos procurar a cura, pois nos protegem de outras mais graves."
Marcel Proust

Esta é a justificativa de uma amiga, pós-graduanda em Sociologia, para manter um casamento fracassado e tumultuado, com zilhões de brigas, idas e voltas. Eu não acredito, fico indignada, arengo com ela. Não tem jeito que dê, jeito. Acho que vou desistir de salvar essa alma penada.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Cara-a-cara











I. Medo

Quando ele vier,
estarei pronta
- procurando por mim.
Quando sair
e me deixar tonta,
vou me encontrar.
Se ele voltar, juro,
eu não vou estar.








II. Coragem

A cara no espelho
procura a multidão de sós.
O espelho me encara
e é apenas um.
Enquanto em mim,
multidão de sóis.
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Imagem I: dowonload original por Renato em:
cantoescurodomeuquarto.blogspot.com
Imagem II: Espelho falso, René Magritte, em:
http://blog.uncovering.org/

domingo, 26 de abril de 2009

Frase perfeita

Aliás - descubro eu agora - eu também não faço a menor falta, e até o que escrevo um outro escreveria”.
(Clarice Lispector)

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Pescada em http://cronistaurbano3.wordpress.com/
de onde pesquei, tambem, o Jack "Coringa" Nicholson da postagem anterior.
O nome do administrador não aparece, mas o blog é ótimo.

Querem, mesmo, uma bio?

Ansiosa e rebelde, desde o ventre da mãe: não esperei os 9, nasci aos 7. Meses. Aos 7 (anos) subi numa escada, coisa que meu pai mais recomendara não fazer. Desci às palmadas. Aos 17, fugi de casa com um namorado francês de 21. De Portugal à Espanha, um salto. Depois, portas abertas, Europa a dentro. Alguem me viu em Amsterdam, em frente ao Museu Van Gogh; fotografou, mostrou à minha mãe. Ela me encontrou num coffee, por trás de um enorme narguilé. Havia separado do meu pai e me convenceu a vir com ela para o Brasil, sua terra. Cá estou, desde 1982. Ansiosa e rebelde: um ano depois, ela encontrou uma porçãozinha de cannabis na minha bolsa; escândalo, ameaças, me trancou no apartamento e foi procurar uma psicóloga, amiga sua. Pulei do primeiro andar, fiquei paraplégica. Da queda, nada a reclamar: o voo foi ótimo.
O resto... Que réstia?
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Imagem: Download original em cronistaurbano3.wordpress.com

sábado, 25 de abril de 2009

Adiós























Disse que sou muito gostosa,
nada mais.
(Nem sua agenda organizada,
minhas ginásticas financeiras,
suas cuecas bem limpinhas,
nada, nem se lembrava).

Acabei de encher seu copo,
fui ao banheiro.
com batom escreví no espelho:
não sou depósito de esperma.

Saí pra comprar cigarros
e fui procurar quem me ame.

04.12.08

sexta-feira, 24 de abril de 2009

UMAzinha














Humilhada, de porre
abusada: objeto
Mas, na ressaca diz
que de tédio não morre

Vai te gostar,
mal amada!

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UMAzinha II

A sujeira debaixo do tapete
virou um monstro.
Frustrações acumuladas,
relações equivocadas,
uma carreira largada
outras, cheiradas.

Quando deu por si, nada.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Perigostoso

Essa foi o Sam que me contou. Mesa de bar, ele, Juareyz Correya e o advogado Clio. De repente, Juareyz solta: viver é realmente perigostoso.
Pronto, apropriei-me.
Este é o mote deste blog.